top of page

Adolescência e internet: imaturidade e liberdade .

Foto do escritor: Thayana Teles
Thayana Teles
10 de nov. de 2023
3 min de leitura


X, tumblr, tiktok, discord, instagram, youtube… possivelmente você já conheça algumas dessas plataformas e até saiba que são redes sociais. Provavelmente você também saiba que todas elas são comumente acessadas por adolescentes em sua maioria. O que talvez você não tenha se dado conta é de que todas elas são plataformas abertas, e com isso qualquer pessoa sem restrição de idade, ideologia, nacionalidade, valores éticos e morais poderão acessar, interagir e trocar mensagens uns com os outros. Inclusive com crianças e adolescentes de 11, 12 anos que usam celulares sem supervisão.


Atualmente todos nós sabemos da frequência e excesso do uso de telas dos nossos adolescentes, some a isso a vulnerabilidade, influenciabilidade, tendência a comportamentos de risco e necessidade de reconhecimento e inserção grupal, inerente e cientificamente justificado no comportamento adolescente. Essa visão nos traz uma ideia do tamanho da dimensão dos riscos a que as crianças e adolescentes são expostos todos os minutos em que estão frente às telas.


Nos últimos meses estamos tendo acesso a inúmeras notícias aterrorizantes sobre ações adolescentes nas redes sociais, seja por meio dos desafios descabidos que acarretam em lesões, suicídios e homicídios, até influências diretas por meio de manuais e orientações a autolesão, suicídio, maus tratos a animais, terrorismo, além de toda forma inimaginável de imprudências e sociopatias divulgadas na internet com o intuito de angariar likes, seguidores, curtidas… fama.


Mas pra quê e por que os adolescentes se colocam nessa posição? O que nós, pais e educadores podemos fazer para proteger e resguardar nossos jovens?


A adolescência hoje ainda é pouco aceita e compreendida. Os estudos ainda pioneiros e em andamento fomentam um conhecimento raso, deturpado e negativo da adolescência. Talvez por isso seja atualmente a fase mais fragilizada que está gritando por socorro e atenção e ainda não sabemos como corresponder.


Antes de qualquer intervenção é necessário compreender a adolescência. Não se pode mudar ou agir sobre algo que não se conhece. A adolescência tem suas particularidades que precisam ser compreendidas para uma atuação eficaz e assertiva. Muito do comportamento adolescente se deve à maturação cerebral e ao desenvolvimento social necessário à construção da personalidade. Diante disso conseguimos compreender que não se trata apenas de autoridade parental ou maior controle, é algo orgânico com registros comportamentais que datam da época do filósofo Aristóteles.


Comportamentos como o tão sofrido distanciamento do núcleo familiar que culmina nos comportamentos de risco é um dos muitos explicados cientificamente e evolutivamente. Tanto o afastamento quanto o comportamento de risco são fatores inerentes e necessários ao desenvolvimento humano e à construção da vida adulta. Porém, é preciso assumir o paradoxo da necessidade desses fatores com os perigos que eles trazem. Os pais precisam se manter presentes na orientação, ampliar o afeto à confiança e à vigilância, passarem a atuar como copilotos tendo a serenidade pautada na qualidade da educação que proporcionaram.


É diante disso e de tantos outros fatos sobre nossa adolescência fragilizada que concluímos que a presença da família deve ser uma constante. A base familiar sustentada no respeito, valores, afetividade e união devem ocorrer de forma bidirecional. O comportamento dos pais deve ser exemplo, a autoridade (hierarquia familiar) deve ocorrer de forma leve sem autoritarismo, com respeito e empatia às dificuldades emocionais e existenciais vividas pelos jovens (elas também são necessárias à vida adulta). O controle deve dar lugar à orientação e à supervisão sempre por meio de diálogos e acordos, com assertividade e persistência.


Os adolescentes vivem um período que chamo de “estágio da vida adulta”. Os erros vão existir (e devem existir pois é por meio deles que o aprendizado acontece), mas é nesse momento que nós, adultos e educadores, devemos estar ao lado para oferecer o suporte e o direcionamento necessários à construção de uma personalidade ética, justa e respeitosa. Sejamos inspiração aos nossos adolescentes para que eles não busquem aos falsos heróis e se percam nas suas tentativas de se encontrar quando o que eles buscam sempre esteve debaixo do mesmo teto: amor, aceitação e respeito.


 
 
 

Comentários


Post: Blog2_Post

(75) 99859-7405

Avenida Coronel Álvaro SImões, 419. Empresarial Antonio Loureiro, sala 210. Centro. Feira de Santana - Bahia.

  • Google Places
  • Instagram

©2026 por Thayana Teles d'Alencar Monteiro CRP 03/23412.

bottom of page